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Projeto de geração de energia

by Mark Roughsedge

Em outubro de 2006, a Nash visitou a Usina de geração de energia de Peterhead na Escócia para discutir a instalação de novas bombas de extração de ar. A estação opera em ciclo combinado com três turbinas a gás da Siemens e uma turbina a vapor.

A usina relatou que tinha problemas para alcançar a contrapressão desejada na turbina. As bombas de vácuo que estavam em operação foram fornecidas pela Gardner Denver Nash do Reino Unido em 1977. Eram 3 bombas Nash CL3005 com ejetores de ar e uma CL6003G. As bombas de vácuo precisavam ser revisadas mas ainda estavam em bom estado. Os testes indicaram um bom desempenho mas era evidente que os vazamentos de ar estavam muito acima do especificado originalmente. Assim que as bombas e os ejetores de ar foram reparados, os níveis de vácuo melhoraram mas os níveis de contrapressão da turbina ainda eram inadequados, especialmente nos meses de verão, quando a temperatura da água de refrigeração subia. Em seguida, a usina começou a investigar outros vazamentos de ar na planta já que os mesmos aumentaram ao longo do tempo devido a pouca manutenção e à mudanças nas tubulações.

Em 2007, foi feita a primeira cotação para substituir as bombas de vácuo existentes por pacotes com bombas de dois estágios modelo TC 11. Nessa época, a usina pertencia à SSE (Scottish Southern Energy) e a cotação da Nash, além de oferecer vantagens técnicas seria também energeticamente mais eficiente. A usina teve que esperar pelo processo de aprovação de capital do governo (CAPEX) em um ambiente político conturbado onde o governo estava decidindo como o mercado de energia seria estruturado ao longo dos próximos 20 anos. O governo previa o aumento da demanda de energia mas por outro lado exigia a diminuição das emissões de CO2 e o cumprimento de todas as regulamentações exigidas. Este momento de incerteza impediu os planos da Usina de comprar os equipamentos.

Durante esse período, o centro de serviço da Gardner Denver Nash do Reino Unido continuou a trabalhar com a usina prestando serviços de manutenção para os equipamento existentes.

Em 2010, a usina reduziu sua a capacidade de 1.840 MW para 1.180 MW devido aos altos custos de transmissão. Para aumentar a flexibilidade da estação para atender "picos de demanda" e aumentar a sua vida útil, os proprietários decidiram investir £ 15.000.000 para modificar a turbina, as caldeiras e os sistemas de controle. As alterações permitiriam que a usina gerasse energia por mais tempo. Os motivos para essa decisão foram ditados pelas condições do mercado e pela chance da criação do primeiro projeto do mundo de uma usina com completa estrutura para captura e armazenamento de carbono.

Durante quatro anos, a GD Nash trabalhou em um projeto para o desenvolvimento de uma planta de captura de carbono, utilizando o campo offshore Miller Gas. Este projeto foi engavetado devido problemas com a ampliação da planta e à indecisão do governo sobre apoiar financeiramente esta tecnologia.

A GDNash fez outra cotações para a usina em outubro de 2010, dessa vez com bombas TC9 mas a SSE decidiu que iria tercerizar o trabalho para ter o projeto como uma solução do tipo 'chave na mão'. Em 2012, a Alstom Technical and Boiler Services, em Gateshead, assinou um acordo com a SSE para iniciar o projeto. Isto trouxe uma nova empresa para o projeto - uma que certamente compraria com base em preço e daria pouca atenção para o relacionamento de longo prazo construído entre a Nash e a SSE nos últimos 37 anos.

Ao mesmo tempo, em 2012, o governo local anunciava que apoiaria dois projetos de captura de carbono com investimento de £ 1 bilhão, e um desses projetos seria o da SSE - Estação Peterhead. Logo em seguida, a SSE assinou um contrato com a Royal Dutch Shell para construir a primeira usina com completa estrutura para captura e armazenamento de carbono. O projeto está previsto para ser concluído até 2020 e irá capturar um milhão de toneladas do gás para gerar energia elétrica "limpa" para meio milhão de casas. O CO2 será armazenado no reservatório Golden Eye localizado a 100 km da costa e a 2,5 km abaixo do leito do mar.

Oito anos se passaram desde o primeiro contato sobre a atualização dos equipamentos existentes, durante os quais houve importantes mudanças no governo, alterações na política energética, nas diretrizes energéticas e no desenvolvimento da tecnologia de captura de carbono. Todas essas mudanças tiveram um papel importante na decisão final.

Finalmente, depois de mais reuniões com o departamento técnico da Alstom e uma análise mais detalhada das taxas de fuga de ar e mais quatro cotações enviadas, ganhamos o pedido para três conjuntos de TC9 em julho de 2014. Entre os nossos concorrentes estavam Busch e SIHI.

Com todo o investimento que será direcionado para a usina de geração de energia de Peterhead, ela certamente será a usina mais eficiente do Reino Unido e a mais limpa da Europa. A flexibilidade do projeto vai garantir sua longevidade e sua contribuição para o mix energético do Reino Unido que hoje já conta com energia nuclear, eólica e de combustíveis fósseis.

 
 

 

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